Genre: Power Metal
Format: mp3 | CBR320kbps
Country: Germany
Size: 143 Mb
Tracklist:
01. Nabataea 07:02
02. World Of War 04:57
03. Live Now! 03:11
04. Far From The Stars 04:43
05. Burning Sun 05:34
06. Waiting For The Thunder 03:54
07. Hold Me In Your Arms 05:11
08. Wanna Be God 02:02
09. Straight Out Of Hell 04:35
10. Asshole 04:10
11. Years 04:24
12. Make Fire Catch The Fly 04:24
13. Church Breaks Down 06:09
14. Another Shot Of Life (Bonus Track) 05:16
15. Burning Sun (Hammond Version) (Bonus Track) 05:33
Download
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Malas Prontas
De malas prontas a viagem
Tenho e sempre tive a convicção de que esta vida aqui
é uma estação de uma longa viagem
de origem e destino desconhecidos.
Mas todas as vidas: a minha, a sua, a de todos,
passam pelo mesmo caminho que leva
ao crescimento humano e espiritual.
Tem quem queira passar voando pela estrada.
Tem quem queira interrompê-la abruptamente.
Tem quem passe alheio a tudo, até mesmo à vida.
Esse aí não vive na verdade…
passa o tempo inteiro da viagem
sentado a beira do caminho.
Sem aprender, sem progredir… sem crescer.
Não viaja, nem vive… só sobrevive.
nem chega a desembarcar, embarca de volta.
Pra alguns a viagem é curta…
nem chega a desembarcar, embarca de volta.
Pra outros a viagem é lonnnnga!!
Há quem leve na bagagem experiências ruins
e aprenda com elas.
N’outras bagagens as experiências ruins
se transformam em peso… pesam muito,
viram mágoa e se transformam em doença.
Na minha bagagem, as experiências ruins
transformo em aprendizado.
Isso as tornam leves.
Na minha estrada observo cada pedrinha do caminho.
O sol, a chuva, as folhas, as plantas, animais.
Sou feliz por viver, por respirar, andar, enxergar,
poder falar, ter corpo perfeito, cérebro que funciona,
mente que trabalha.
Observo especialmente o ser humano e suas diversas vestes.
Não as do corpo… porque são irrelevantes, mas as da alma.
A veste da cultura pode encobrir uma personalidade bronca,
rude, vazia, egoísta.
O ouro, a riqueza…
podem encobrir a pobreza extrema do espírito
Em contrapartida a veste da simplicidade
pode encobrir um espírito de um estado de nobreza irretocável,
sutil, de uma elevação indescritível.
Fim de ano é tempo de repensar.
Reavaliar o que foi feito durante um ano inteiro e
sobre o que se pretende mudar.
Ano novo é hora de novos sonhos,
novas auto–propostas.
Nem o cenário nem o figurino são essenciais...
são meros detalhes.
Não importa se vou virar o ano dormindo.
Só não posso dormir por mais um ano.
Fechar os olhos aos meus objetivos,
às minhas metas, ao meu melhoramento.
Se eu fizer isso não será um ano novo.
Não será nada além de “mais um novo ano velho”.
Fecho o ano agradecendo.
Agradecendo a chance de existir, de respirar, andar, enxergar.
Ter tido o privilégio de ser trazida a terra pelos meus anjos:
pai e mãe.
Ter uma família especial, ter tido uma infância de sonhos
e oportunidade de aprendizado de vida, de valor imensurável.
Oportunidade de ter saúde bastante para dar vida à outra vida.
Oportunidade de trabalho, sob todos os ângulos.
Pela oportunidade da queda que ensina a levantar...
pela oportunidade dos enganos, pra aprimorar escolhas.
Pela tentativa constante e incansável de manter mãos e coração limpos.
Pela presença de pessoas que me amam e a quem amo também.
E o presente de amigos “presentes”, os mais distantes,
os de sempre e os que chegaram de surpresa.
Estou pronta pra me revisar... me reavaliar.
Estou de malas prontas.
Faça as malas você também...
deixe pra traz o que você não conseguiu melhorar.
Melhore-se, melhore a vida de quem puder...
melhore o seu jeito de olhar e
agir com o outro, com o mundo.
Siga em frente e boa viagem!
Tenho e sempre tive a convicção de que esta vida aqui
é uma estação de uma longa viagem
de origem e destino desconhecidos.
Mas todas as vidas: a minha, a sua, a de todos,
passam pelo mesmo caminho que leva
ao crescimento humano e espiritual.
Tem quem queira passar voando pela estrada.
Tem quem queira interrompê-la abruptamente.
Tem quem passe alheio a tudo, até mesmo à vida.
Esse aí não vive na verdade…
passa o tempo inteiro da viagem
sentado a beira do caminho.
Sem aprender, sem progredir… sem crescer.
Não viaja, nem vive… só sobrevive.
nem chega a desembarcar, embarca de volta.
Pra alguns a viagem é curta…
nem chega a desembarcar, embarca de volta.
Pra outros a viagem é lonnnnga!!
Há quem leve na bagagem experiências ruins
e aprenda com elas.
N’outras bagagens as experiências ruins
se transformam em peso… pesam muito,
viram mágoa e se transformam em doença.
Na minha bagagem, as experiências ruins
transformo em aprendizado.
Isso as tornam leves.
Na minha estrada observo cada pedrinha do caminho.
O sol, a chuva, as folhas, as plantas, animais.
Sou feliz por viver, por respirar, andar, enxergar,
poder falar, ter corpo perfeito, cérebro que funciona,
mente que trabalha.
Observo especialmente o ser humano e suas diversas vestes.
Não as do corpo… porque são irrelevantes, mas as da alma.
A veste da cultura pode encobrir uma personalidade bronca,
rude, vazia, egoísta.
O ouro, a riqueza…
podem encobrir a pobreza extrema do espírito
Em contrapartida a veste da simplicidade
pode encobrir um espírito de um estado de nobreza irretocável,
sutil, de uma elevação indescritível.
Fim de ano é tempo de repensar.
Reavaliar o que foi feito durante um ano inteiro e
sobre o que se pretende mudar.
Ano novo é hora de novos sonhos,
novas auto–propostas.
Nem o cenário nem o figurino são essenciais...
são meros detalhes.
Não importa se vou virar o ano dormindo.
Só não posso dormir por mais um ano.
Fechar os olhos aos meus objetivos,
às minhas metas, ao meu melhoramento.
Se eu fizer isso não será um ano novo.
Não será nada além de “mais um novo ano velho”.
Fecho o ano agradecendo.
Agradecendo a chance de existir, de respirar, andar, enxergar.
Ter tido o privilégio de ser trazida a terra pelos meus anjos:
pai e mãe.
Ter uma família especial, ter tido uma infância de sonhos
e oportunidade de aprendizado de vida, de valor imensurável.
Oportunidade de ter saúde bastante para dar vida à outra vida.
Oportunidade de trabalho, sob todos os ângulos.
Pela oportunidade da queda que ensina a levantar...
pela oportunidade dos enganos, pra aprimorar escolhas.
Pela tentativa constante e incansável de manter mãos e coração limpos.
Pela presença de pessoas que me amam e a quem amo também.
E o presente de amigos “presentes”, os mais distantes,
os de sempre e os que chegaram de surpresa.
Estou pronta pra me revisar... me reavaliar.
Estou de malas prontas.
Faça as malas você também...
deixe pra traz o que você não conseguiu melhorar.
Melhore-se, melhore a vida de quem puder...
melhore o seu jeito de olhar e
agir com o outro, com o mundo.
Siga em frente e boa viagem!
A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS
Por - Fabrício Carpinejar
Morri em Santa Maria hoje.
Quem não morreu?
Morri na Rua dos Andradas, 1925.
Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul.
Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia.
Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza,
anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço.
Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças.
As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido.
Morri em Santa Maria hoje.
Quem não morreu?
Morri na Rua dos Andradas, 1925.
Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul.
Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia.
Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza,
anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço.
Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças.
As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido.


